Já viralizou a pergunta de um repórter ao presidente americano Donald Trump, durante a entrevista coletiva que concedeu nesta quinta-feira (13), em Washington. "Depois de três anos e meio, você não se arrepende de todas as mentiras que contou ao povo americano?", perguntou o jornalista S. V. Dáte, correspondente do HuffPost na Casa Branca.
Trump pareceu não entender a perguntar. Chegou a perguntar que "o que" e "quem". "Todas as mentiras. Todas as desonestidades. Que você falou", esclareceu o jornalista calmamente. Trump, então, não respondeu e pediu pela pergunta seguinte.
O episódio evidencia os dilemas da imprensa em como tratar líderes populistas que baseiam em mentiras, na desinformação e ódio. É o caso do próprio Trump, no EUA, e de Bolsonaro aqui no Brasil...e de outros políticos ao redor do mundo.
Algumas questões que estão presentes no cotidiano dos jornalistas precisam ser discutidas. É válido dar publicidade às mentiras? É possível ignorar algo que o presidente diga, mesmo se isso signifique desinformação? Como mostrar as pessoas que o que o presidente está dizendo representa uma orientação errada ou algo enganoso, que serve apenas para envenenar a opinião pública?
De acordo com um banco de dados de checagem de fatos compilado pelo jornal "Washington Post", Trump deu mais de 20 mil "declarações falsas ou enganosas" desde o início de sua presidência.
Levantamento da Folha de S.Paulo mostra que Bolsonaro dá ao menos uma declaração falsa ou imprecisa a cada quatro dias. Recentemente disse que a Floresta Amazônica não pega fogo porque é uma floresta úmida e que a cloroquina teria salvo a vida das 100 mil pessoas que já morreram por conta da Covid-19 no país.

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