Imagine alguém dirigindo e olhando apenas para o retrovisor; um desastre anunciado, certo? Não demora muito tempo para trombar com algo que apareça pela frente.
É assim com o pensamento passadista, que valoriza apenas e tão somente o que já ficou para trás, ignorando ou rejeitando as mudanças do presente. Não se trata de um comportamento conservador ou de simples saudosismo.
A abordagem passadista busca o tempo todo comparar o momento atual, geralmente destacando os aspectos negativos, com um passado muitas vezes idealizado, quase perfeito.
Além de disseminar com frequência uma visão distorcida dos fatos, alguém com esse tipo de pensamento tende a enfrentar uma série de desafios na vida pessoal e profissional. A começar pela dificuldade em compreender e se adaptar a contextos crescentemente complexos e dinâmicos. E, acima de tudo, por não conseguir fazer a síntese entre valores e comportamentos do passado com as inovações que surgem cotidianamente.
Voltando a imagem do motorista, dirigir olhando apenas para frente também é uma imprudência. Conhecer a história, valorizar conquistas alcançadas, preservar metodologias eficazes...tudo isso é a base sobre a qual se pode construir um futuro sustentável. Mas sem ignorar novidades que podem apontar para avanços ainda mais significativos e ajudar a evitar a repetição de erros.
Um olhar amplo, levando em conta vários aspectos do ambiente, faz não apenas bons motoristas, mas pessoas e profissionais mais bem preparados.

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